Quem sou eu

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SP, Brazil
Sou professora de educação infantil desde 2005. Amo a educação infantil, é uma profissão que requer dedicação e responsabilidade. É mais do que apenas ensinar, é criar pontes para a aprendizagem. E nessa ponte transitam ensinamentos e aprendizagem nos dois sentidos (Transmitidos e Recebidos). Recebo gratificações diárias, através dos alunos, que manifestam amor e carinho por mim. Amo Educação Infantil. Agora estou trabalhando com a turminha de berçário, vou me dedicar profundamente a essa nova turma. Será um experiência maravilhosa.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

VASOS DE CAIXA DE LEITE


Estou aprendendo a fazer vasos de caixa de leite, minha mãe que está me ensinando, olha só como ficam lindos...

Este foi eu que fiz.....







Estes foram feitos por mim mãe:

E esses encontrei na net...:

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

DIA DAS CRIANÇAS

LEMBRANCINHAS PARA DIA DAS CRIANÇAS:















NO DIA DAS CRIANÇAS TEMOS QUE INOVAR, COM ATIVIDADES QUE FAÇAM AS CRIANÇAS FELIZES, POIS PARA MUITAS CRIANÇAS, A ESCOLA SERÁ O ÚNICO LUGAR QUE TERÁ MOMENTOS DE ALEGRIA E DIVERSÃO... Prô-Célia Ramos.





Semana da CriançaEssa lembrancinha com e.v.a é uma excelente maneira para presentear os convidados de aniversários ou alunos de escola. Comece a juntar as latinhas de extrato de tomate e faça a festa!


Materiais necessários: e.v.a (azul celeste, pele e preto); latinha com tampa; papel crepon (azul celeste e vermelho); bola de isopor; tinta látex (branca); tinta acrílica (azul celeste e branco); cola de contato; cola branca; caneta permanente (preta); tesoura; esponja; estilete.

Execução:

1 – Com uma esponja passar a tinta látex branca sobre a latinha e a tampa;

2 – Depois de seca pintar com a tinta acrílica azul celeste;

3 – Cortar vários círculos de papel crepon vermelho (tamanho um pouco maior que a tampa) e picotar as bordas;

4 – Cortar as peças de e.v.a: rostinho, focinho, orelhas e patas. Com a caneta permanente desenhar a boca e fazer pontilhados em todas as partes de e.v.a;

6 – Cortar com um estilete uma parte da bola de isopor;

7 – Passar cola na bola de isopor e forrar com o papel crepon azul. Pintar com a caneta preta os olhinhos e sobrancelhas;

6 – Colar os círculos de papel crepon e a cabeça do ursinho sobre a tampa;

7 – Colar a patinhas sobre a lata.

 
 
 


OLHA SÓ QUE LINDO FICOU...



Postado por www.ferramentapedagogica.blogspot.com às 15:50

UMA ATIVIDADE PARA CADA DIA DA SEMANA DA CRIANÇA

-Dia da Oficina de Artes

Criar é a palavra chave, oferecer as crianças diversos materiais( sucatas, papeis, grãos, folhas, lã,etc..) e deixar as crianças criarem o que elas quiserem, as profs podem dar sugestões e ajudar as crianças , permitir que elas levem para casa o seu trabalho nesse dia.

-Dia do Pátio

Brincadeiras no pátio dirigidas , legal até fazer uma gincana nesse dia, para as crianças mais pequenas pode-se fazer rodas de musica.

-Dia do teatro dos Professores

Dia da prof dar um presente a criança, as profs encenam um peça teatral( todas as profs).

-Dia do Passeio

Legal já ir sondando com as crianças que lugar elas gostariam de ir, pode-se até fazer um pique-nique em uma praça perto da escola( uma opção bem acessivel)

-Dia do Brinquedo

As crianças podem trazer brinquedos de casa . Podendo brincar bastante com eles.

-Dia do Amor e da solidariedade

Fazer com as crianças uma coleta de brinquedos, roupas usadas e levar a uma escola de crianças carentes. Legal levar balões e pintar as crianças de palhacinhos para alegrar!

-Dia do festival das guloseimas

As crianças podem trazer guloseimas , as profs montam uma mesa linda toda enfeitada, e pronto musica na caixa e a festa começa.

-Dia da Festa a Fantasia

As crianças devem vir com alguma fantasia, realizar brincadeiras.

Enfim, pode-se criar muitas atividades para essa semana!!!!!










segunda-feira, 6 de setembro de 2010

ATIVIDADE DIA DA ÁRVORE


“Criança, a árvore merece
A nossa estima sincera
Dá frutos doces no outono
E flores na primavera.

Nunca maltrates uma árvore
A quem tudo nós devemos
Desde a madeira da porta
Ao lápis com que escrevemos.

Na sombra da árvore amiga
Pensa bem no teu destino
Pois dela foi feito
O teu berço pequenino.”

Autor: Raul Aroeira Serrano





Pessoal vi esta atividade no blog da prô Kris...
Achei muito interessante e tomei a liberdade de postar aqui...
Espero que gostem da atividade.

PRIMAVERA

CONFECCIONAR UMA FLOR DE E.V.A. E FAZER GELATINA COLORIDA.
COLOCAR NOS COPOS DESCARTÁVEIS DE CAFÉ E ENCAIXAR A FLOR AO REDOR DO COPO (O MIOLO SERÁ A GELATINA).




DIÁRIO DE BORDO

FONTE:  http://www.sbpcnet.org.br/livro/58ra/SENIOR/RESUMOS/resumo_721.html

G. Ciências Humanas - 7. Educação - 15. Formação de Professores (Inicial e Contínua)


CARTAS PARA MIM - UM RETRATO DO COTIDIANO DA SALA DE AULA: DIÁRIO DE BORDO – REFLETINDO SOBRE A PRÁTICA DOCENTE


Nara Eunice Nörnberg 1

Célia Carmem Martinson 1

(1. Universidade do Vale do Rio dos Sinos/UNISINOS)

INTRODUÇÃO:

Cartas para mim um retrato do cotidiano da sala de aula, busca provocar reflexões sobre a prática docente, como diz Larrosa (2004, p.21): “[...] talvez, nessa história em que um homem se narra a si mesmo, nessa história que talvez não seja senão a repetição de outras histórias, possamos adivinhar algo daquilo que somos.” A idéia de usar o Diário de Bordo como parceiro não é algo novo, ao contrário, ele tem sido usado há muito tempo, pelas mais diferentes áreas do conhecimento. Um exemplo, são as viagens marítimas, onde geralmente o capitão da nau possui um “Diário de Bordo” no qual ele faz anotações sobre a viagem, suas apreensões, expectativas, frustrações, momentos de tensão entre os tripulantes, enfim, suas reflexões cognitivas e emocionais, se é que se pode separar uma da outra. Podemos citar como arquétipo a Carta a el-rei dom Manuel sobre o achamento do Brasil, escrita por Pero Vaz de Caminha, escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral. Este relato narra o encontro entre povos de mundos distintos, talvez aqui resida a aproximação entre o Diário de Bordo de Pero Vaz de Caminha e o Diário de Bordo de um professor. De maneira semelhante, o professor, vivencia experiências de “achamento”, de espanto, de buscas curiosas, de trabalho intenso com gente que, por ser gente, possui a ontológica vontade de ser mais gente. A pretensão através do Diário de Bordo é que o professor, narre a sua prática docente, e assim se torne sujeito de seu estar/ser professor.

METODOLOGIA:

Foi proposto aos estudantes/professores dos cursos de licenciatura da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, que ao final de cada aula, registrassem em forma de narrativa as suas observações e reflexões, sobre as expressões verbais e ações dos sujeitos envolvidos constituindo com isso os pressupostos do Diário de Bordo. Desse modo o Diário de Bordo representa a construção de um de registro que explicita situações, pessoas, ambientes e acontecimentos. Ele corporifica olhar/sentir, registrando não só as impressões mediatas mas, também, as imediatas; Para além do registro, o Diário de Bordo, é uma reflexão sobre o próprio registro. Ele possui dois tipos de anotações: a anotação descritiva, quando o professor faz a descrição dos comportamentos, atitudes, tal como eles se oferecem à sua observação; e a anotação reflexiva, quando o professor faz uma pausa para refletir sobre o que observou. Pode-se dizer que reflexão é o movimento curioso que o sujeito faz em torno do que crê, do que quer, do que escuta, do que toca, do que vê, do que percebe questionando-se sobre o por que quer o que quer, o por que que crê no crê.

RESULTADOS:

Os estudantes/professores ao refletirem e relatarem as suas apreensões sobre o cotidiano da sala de aula re-visitam a sua prática docente, suas crenças teóricas, suas posturas, seus sonhos e medos, na perspectiva de re-significar sua ação pedagógica e, para além disso, seu estar/ser professor, pois como diz Freire (1998, p. 36): “Só somos porque estamos sendo. Estar sendo é a condição entre nós para ser.” Pensar sobre como se esta sendo é a possibilidade posta pelo Diário de Bordo; a existência do estar/ser professor não pode ser separada do modo pelo qual o sujeito professor se conta, é preciso contar a si mesmo a sua história, aprender a ler e escrever de novo, para que não seja nunca de tal forma que não possa ser de outra maneira (Larrosa, 2004).


CONCLUSÕES:

Escrever o Diário de Bordo é um grande desafio e requer a conscientização de que escrever é preciso (MARQUES, 2001). Implicada a esta necessidade está a noção de que é preciso ser sujeito de sua escrita, sujeito/autor que terá sua escrita devorada e decifrada por si mesmo e pelos seus pares. E nesse sentido se faz necessário auscultar os barulhos que borbulham dentro dos sujeitos, transformando-os em perguntas engravidadas da vida que se gesta na relação professor/aluno, cotidiano, sonho e ousadia na e para a sala de aula. Pois, como afirma Freire (1998, p. 44): “[...] quanto mais me assumo como estou sendo e percebo as razões de ser de porque estou sendo assim, mais me torno capaz de mudar, de promover-me, no caso, do estado de curiosidade ingênua para o de curiosidade epistemológica.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

DESENHOS

CONSTRUTIVISMO E EDUCAÇÃO


Retirado da site: http://www.projetospedagogicosdinamicos.com/

Construtivismo e Educação


INTRODUÇÃO

Quando começou a falar em construtivismo pensava-se que era apenas mais uma teoria de educação que estavam inventando, com o passar dos anos foi ficando claro a proposta do construtivismo como uma nova forma de pensar e re-estrutura a educação. A partir deste momento começou a pensar a criança de outra forma, não mais como um papel, onde podem escrever um monte de informação, sem que este questione o que esta recebendo, mesmo porque nossas crianças de hoje não aceitam mais nada que venha sob imposição. Os meios de comunicação e a própria sociedade moderna contribui para esta mudança, bom ou ruim não se sabe, mas ajudou.
A qualidade do ensino de uma instituição não é garantida pela adoção de uma determinada teoria pedagógica. Podem existir escolas que em seu discurso demonstrem estar afinadas com as mais modernas propostas pedagógicas e que, na prática, deixem a desejar na formação de seus alunos. Ao mesmo tempo, estabelecimentos tradicionais, que utilizam uma metodologia mais conservadora, podem ter êxito em seus objetivos.
Entre as teorias de aprendizagem, o construtivismo é a que goza de maior aceitação no momento. Pode-se dizer até que nove entre dez escolas se apresentam como construtivistas. Baseado em estudos do suíço Jean Piaget sobre o desenvolvimento do processo de aprendizagem das crianças, o construtivismo proposto pela psicóloga Argentina Emilia Ferreiro. Neste trabalho será descrito o que se pensa sobre Construtivismo e Educação sendo mostrado a posição de alguns estudiosos sobre o assunto, de modo geral.
CONSTRUTIVISMO E EDUCAÇÃO

Construtivismo encontra as suas bases nas pesquisas de Jean Piaget sobre a construção do conhecimento (Epistemologia genética), afirmando que este é o resultado da construção do próprio indivíduo. Essas conclusões são derivadas das suas pesquisas sobre "a origem e evolução da inteligência" que também se constrói na interação do sujeito com o mundo, considerando os fatores biológicos (maturação do sistema nervoso), experiências físicas, a troca social, e os processos de equilíbrio e desequilíbrio nessa construção. Nesse processo, o indivíduo é o motor ativo e coordenador do seu próprio desenvolvimento.
Quando se fala em construtivismo dentro da educação, muitas pessoas pensam que é uma teoria educacional, no entanto, nada mais é que uma teoria sobre o conhecimento, este assunto é bem visto por uns, mal vistos por outros, e ainda existem aqueles que não sabem o que isto significa. Fazendo uma análise sobre os anos que se passa dentro das escolas, talvez não se tenha boa recordação do passado, tanto quanto aos conteúdos estudados, quanto a nossa formação como indivíduos realizados intelectualmente. Continuando análise, pensa-se agora no ensino que as escolas estão fornecendo atualmente. Que tipo de cidadão a escola visa formar?As escolas realmente tem tido esta preocupação com o tipo de cidadão que pretendem formar ou apenas preocupam-se em manter o sistema já pré-estabelecido?
São estas e outras perguntas que nos deixam cada vez mais intrigados sobre o nosso futuro, futuro destas crianças que poderão tornar-se até mesmo governantes de nossa cidade, nosso estado ou país. Será que essas crianças estarão preparadas psicologicamente para encararem o futuro? Será que conseguirão introduzir em suas vidas os conteúdos programados que as escolas introduziram em seus anos escolares? Ou os mesmos não servirão para nada?
A maioria dos educadores visa formar indivíduos críticos, autônomos, confiantes de si mesmos, etc. Porém, na prática escolar o que proporcionam para desenvolverem estas habilidades em seus alunos?
O Construtivismo (vale a pena lembrar que não é um método), de certa forma "surge" como uma forma de re-estruturar a educação, baseado na teoria de Jean Piaget, acredita-se que o conhecimento do indivíduo é construído por si mesmo e não transmitido por alguém. Trata-se principalmente, de desenvolver a mente, pois isso contribuirá para que aprenda com menos dificuldade. Além disso, um bom desenvolvimento intelectual, contribui para que compreenda melhor o mundo em que vive e se torne mais livre. Compreendendo essa situação e sabendo qual seu papel no mundo, o indivíduo poderá fazer suas próprias escolhas.
A educação nos permite contribuir para o desenvolvimento da mente dos indivíduos, mas para isso, precisamos saber como se produz esse conhecimento, e suas leis, e contribuir para estimulá-lo colocando as pessoas em situações que o favoreçam. É importante que estejamos cientes que a inteligência não se desenvolve através de fórmulas ou técnicas transmitidas, a inteligência somente é desenvolvida exercitando-a e não ensinando a ser inteligente.
Um dos fatores que dificultam o progresso de muitos indivíduos na escola é o fato de não entenderem qual é a natureza do conhecimento e o que estão aprendendo na escola. De certa forma, este fato contribui para a indisciplina que cresce gradualmente dentro das escolas, sabemos que a criança tem muito a oferecer, sabem sobre os mais diversos assuntos, entretanto, o planejamento escolar já foi programado e seus conhecimentos talvez não poderão ser expressados em determinados momentos.
A aprendizagem deve começar pelos acontecimentos em que os alunos estão envolvidos (suas "crenças" prévias) e cujo significado procuram construir. Para se poder ensinar bem é necessário conhecer os modelos mentais que os alunos utilizam na compreensão do mundo que os rodeia, e os pressupostos que suportam esses modelos. Aprender é construir o seu próprio significado e não encontrar as "respostas certas" dadas por alguém.
Além de Piaget, outros estudiosos importantes para a educação, como o russo Lev Semynovitch Vygostky (1896-1934) e o francês Henry Wallon (1879-1962), também são construtivistas. Temos ao nível de Rio Grande do Sul, o GEEMPA, que é um grupo de pessoas que estudam o construtivismo e divulgam-no com a ajuda da Esther Pillar Grossi e outros colaboradores. Temos também a Argentina Emilia Ferreiro como outra estudiosa do Construtivismo.
Outro pensador que influencia a prática das escolas é o psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934), que preconizava que o sujeito não nasce pronto nem é resultado exclusivo da ação do ambiente externo. Para ele, o desenvolvimento do indivíduo era resultado de uma interação permanente entre os processos internos e as influências do mundo exterior. Seu pensamento ficou sendo conhecido como sociointeracionismo.
A aprendizagem da criança começa muito antes da aprendizagem escolar que nunca parte do zero. Toda aprendizagem da criança na escola tem uma pré-história. Atividade criadora é uma manifestação exclusiva do ser humano, pois só este tem a capacidade de criar algo novo a partir do que já existe. Através da memória, o homem pode imaginar situações futuras e formar outras imagens. Sendo assim, a ação criadora reside no fato da não-adaptação do ser, isto é, de não estar acomodado e conformado com uma situação, buscando através do imaginário e da fantasia, um equilíbrio, bem como a construção de algo novo.
O papel da escola, para este autor é de fazer a criança progredir em sua compreensão do mundo a partir de seu desenvolvimento já construído e tendo como fim etapas posteriores ainda não obtidas. Cabe ao professor interferir na zona de desenvolvimento proximal dos alunos a fim de que esse se sinta intrigado a procurar saber cada vez mais, fato esse não acontece ao aluno se não for provocado. É mister salientar que esta interferência pode acontecer entre pares, ou seja, uma criança que já sabe as regras de um jogo ajudar aos colegas que não sabem a entende-las, também, mesmo porque as crianças têm uma linguagem comum, pois se compreendem muito bem.
Como confirma Palangana (2001,160) ao escrever: "É nesse ambiente social e historicamente organizado que o sujeito se insere e se constitui enquanto tal".
Emilia Ferreiro, também, prega que o aluno precisa construir o próprio conhecimento. O pressuposto básico é que o processo de aprendizagem concretiza-se em situações de interação entre aluno, colegas e educadores, assegurando a construção de significados a partir de relações entre o que eles já conhecem e o que estão aprendendo de novo. Ao contrário do que acontece na escola tradicional, em que o professor ensina e o aluno escuta, o construtivismo pressupõe uma parceria e uma troca de informações entre as duas partes envolvidas. Como mediador, o professor precisa conhecer de perto os alunos para elaborar hipóteses que os ajudem a se desenvolver. Os materiais didáticos são produzidos segundo as necessidades da turma. Como as aulas não se repetem de um ano para o outro, é preciso haver uma colaboração estreita entre os mestres e a coordenação. Sem o investimento em muitas horas de reunião, é difícil ser fiel ao ideal construtivista.
A autora Emilia Ferreiro ainda vai mais longe afirmando que temos que alfabetizar para dar ao homem do povo sua palavra, para que ele possa escrevê-la, para ajudá-lo a não destruir seu discurso em troca de um discurso escolar estereotipado. Concorda-se com a mesma, quando diz que a criança deve ser ajudada a escrever, não apenas, necessariamente, de maneira correta, mas que esta ortografia não limite, não destrua, nem mate a língua escrita que ela pode produzir através de sua construção própria e livre de estereótipos escolares.
E ainda tivemos a colaboração de Henri Wallon para ele o fator importante na compreensão do desenvolvimento é entender os processos interativos existentes na relação do homem com seu meio físico e social. O homem e o meio estão vinculados como processos contínuos e interdependentes, e o elemento que estabelece este vínculo é a emoção. Através da emoção, a criança adquire seqüências de ações diferenciadas e instrumentos fundamental para distinguir, classificar e se sobrepor à realidade, num lance de conhecimentos dela própria, dos outros sociais e dos objetos de seu mundo.
Segundo o autor é baseada nas emoções e interesse que a criança construirá melhor seu conhecimento e o tipo de relação que terá com o meio social. Portanto, conclui-se que o professor só poderá ter seus alunos em aula, para aprenderem se seus anseios aí estiverem. Desta forma conforme o construtivismo, provoca-se esta falta, mediante um problema que toque realmente cada aluno.
No entanto, o professor não conseguirá ensinar por exposições ou explicações dos conteúdos logicamente já estruturados para depois se propor aplicações destes problemas, ao contrário o professor deve ensinar pela proposição inicial de resolução de problemas, pois eles são os únicos a provocar uma falta para a inteligência. Sendo assim, como o desejo é algo inteiramente pessoal, provavelmente um só problema não atingira todos os alunos de uma sala de aula, portanto as propostas didáticas, só serão efetivadas se contemplarem um espaço de problemas. No momento em que o aluno resolver um problema é que vai organizar os elementos teóricos que entram nesta tarefa e dar-se –á conta de novas necessidades, cabendo ai ao professor encaminhar o modo de atendê-las, não pela doação de matéria, como tradicionalmente se fala, mas exatamente proporcionando que os alunos construam as originalmente suas soluções.
Após analise destes autores observa-se à preocupação que o professor deve ter no momento de planejar o seu trabalho, o qual deverá levar em conta a bagagem cultural e emocional trazida pela criança, pois só assim terá condições de realizar um trabalho baseado no Construtivismo, porque dentro desta proposta o professor é visto como um mediador e não como quem determina previamente o que será trabalhado pelos alunos. Desta forma só com muito conhecimento da realidade em que ir atuar é que o professor pode aplicar esta proposta de trabalho pedagógico.

CONCLUSÃO

Talvez esteja na hora de pensarmos sobre os indivíduos que realmente desejamos formar, pensar em nossa forma de agir perante estas crianças que conosco estão hoje. O Construtivismo vem ao encontro das nossas necessidades, a única forma de desenvolvermos a autonomia moral e intelectual em nossos alunos é fazendo com que os mesmos se sintam seguros para tomarem decisões em suas vidas (nem sempre serão as mais acertadas), é nesta parte que nós, pais e educadores devem estar bem atentos; as crianças somente serão responsáveis por decisões tomadas por ela mesma, pois, enquanto as decisões forem tomadas por outras pessoas, ela poderá somente obedecer, perdendo desta forma a oportunidade de se tornar responsável, confiante e autônoma.
Ao trabalhar-se com o Construtivismo podemos formar sujeitos conscientes de sua função social, moral e intelectual, não meras pessoas que sejam manipuladas e ludibriadas diariamente, sem darem-se por conta do que estão passando, continuão a submeter-se a decisões de pessoas que não as conhecem, as quais o fazem a respeito das decisões sobre como deve ser a educação no país. Portanto, cabe a nós professores, estudar sempre e optar por uma educação onde os nossos alunos possam ter um futuro melhor, utilizando uma proposta de trabalho onde possamos oferecer esta oportunidade a eles desde seu início na vida escolar.
Dentro do construtivismo o professor deve ter uma mentalidade aberta, atitude investigativa, desprendimento intelectual, senso crítico, sensibilidade às mudanças do mundo combinado com iniciativa para torná-las significativas aos olhos dos alunos e flexibilidade para aceitar a si mesma em processo de mudança contínua.Ela precisa dar mais de si e precisa estar o tempo todo se renovando, para sustentar uma relação com os alunos que não se baseia na autoridade, mas na qualidade. A professora precisa de uma orientadora pedagógica para servir de interlocutora com quem ela possa refletir sobre sua prática.
A vantagem do construtivismo sobre outras linhas de ensino é procurar formar pessoas de espírito inquisitivo, participativo e cooperativo, com mais desembaraço na elaboração do próprio conhecimento.Além disso, o construtivismo cria condições para um contato mais intenso e prazeroso com o universo da leitura e da escrita. Mesmo, muitos reclamando do construtivismo por não oferecer à professora instrumentos tão seguros e precisos com respeito ao seu trabalho diário.
Porém, em nível de conhecimento o construtivismo pode formar bem melhor o aluno quanto à qualidade do conhecimento, pois desperta no aluno um senso de autonomia e participação que não é comum em outras linhas pedagógicas. Uma das linhas mestras do construtivismo repousa justamente nos cooperação entre seus pares, investindo no desafio pessoal, como motivação para a criança ir sempre avante nas trilhas do conhecimento.
Outro fator importante a ser levado em consideração é o construtivismo ser uma teoria do conhecimento baseada numa filosofia materialista-histórica, o que vai de encontro com o atual sistema que mantém a maioria das escolas (públicas) brasileiras, imagina-se existir ai, mais uma dificuldade, para bom emprego desta nova forma de pensar a educação, porque será colocar água dentro de um copo de azeite, "desculpa o pequeno devaneio".

OBRAS CONSULTADAS:

COLL.César (org). O construtivismo na sala de aula. Traduzido por Cláudia Schilling. 6ªed. São Paulo: Ática , [s.d.]:

FRANCO.Sérgio Roberto Kieling. O construtivismo e educação . 4ªed. Porto Alegre: Mediação, 1995.

FURASTÉ , Pedro Augusto .Normas Técnicas para Trabalho Cientifico. 11ªed. Porto Alegre: [s.ed.] . 2002.

LOPES, Josiane.Jean Piaget: A lógica própria da criança como base do ensino REVISTA NOVA ESCOLA, São Paulo, Fundação Victor Civita, n.95, anoXI, agosto 1996.

OLIVEIRA.Marta Kohl de. Vygotsky; aprendizagem e desenvolvimento um processo sócio-histórico. 3ªed. São Paulo: Scipione, 1995.

PALANGANA , Isilda Campaner . Desenvolvimento e Aprendizagem em Piaget e Vygotsky . 3ªed. São Paulo: Summus, 2001.